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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nem todo cisto ou mioma precisa de cirurgia


Cistos e miomas são palavras cada vez mais comuns no repertório feminino. Até as adolescentes já estão familiarizadas com os termos e nem se espantam quando ouve do médico um diagnóstico que aponta a presença desses carocinhos.

Mas, ao contrário do que muita gente pensa, um mioma não é um cisto que cresceu. Trata-se de duas estruturas diferentes, desde a composição até o lugar onde podem surgir, explica o mastologista Edison Mantovani Barbosa, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Enquanto o cisto aparece no ovário, o mioma surge no útero. E, acalme-se, nem todos eles precisam ser removidos com uma cirurgia. No caso do cisto, estamos falando de uma bolinha recheada de líquido e, em alguns casos, sangue , diz o médico. Ele surge devido à variação entre as taxas de dois hormônios produzidos no ovário: o estrógeno e a progesterona. Essa mesma oscilação pode determinar o fim ou o crescimento do cisto daí a exigência de acompanhamento do ginecologista depois do diagnóstico.


De acordo com o doutor Edison, só os cistos com mais de 5cm de diâmetro precisam ser removidos. A partir deste tamanho, são grandes os riscos de rompimento da membrana. Isso causaria muita dor, além de uma hemorragia naquelas situações em que houvesse sangue no interior do nódulo, afirma.

Já os miomas surgem em decorrência de um crescimento celular desregulado. Eles existem em três formas: para fora, na parede e para dentro do útero. Os dois últimos podem causar uma menstruação mais abundante, além de sangramento entre um ciclo e outro, diz Edison Mantovani.


A retirada dos miomas ocorre quando a perda de sangue está provocando anemia na mulher ou quando o crescimento dele dificulta a gravidez o que é mais raro, já que o problema tende a afetar mulheres em fase de
pré-menopausa, segundo o médico. O mioma também pode comprimir a bexiga, dificultando o armazenamento da urina e causando desconforto. À exceção dos casos em que a retirada do mioma implica também na do útero, a cirurgia e bem simples, diz o especialista. Depois da operação, não costumam surgir novos miomas.

Nódulos nas mamas
Você já deve ter ouvido alguma amiga se queixar de cistos na mama. Ela realmente poderia ter algum nódulo nesta região, mas nunca um cisto. Nesta região do corpo, podem aparecer fibroadenomas: eles são formados por uma estrutura fibrosa e tecido epitelial, explica o médico.

O problema não causa dor e é mais comum em adolescentes, surgindo por causa das variações hormonais. Em geral, esses nódulos não crescem mais de 1,5 cm e dispensam cirurgias de extração. O diagnóstico de um fibroadenoma é feito por punção com agulha, afirma o ginecologista Edison Mantovani. Caso haja o crescimento desses nódulos, precisamos realiza rum acompanhamento rigoroso. A preocupação existe para evitar o desenvolvimento de
câncer nas mamas.
Fonte: Minha Vida

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cânceres que atingem as mulheres


O câncer é uma das doenças com maior incidência de morte no mundo e apesar da evolução da medicina, a cura em casos avançados parece longe de acontecer. No entanto, hoje existem muitos tratamentos bem sucedidos e que não eram considerados possíveis no passado. Na população feminina, o câncer ocorre mais frequentemente na mama, em seguida no colo do útero, corpo do útero e mais raramente no ovário e vulva.


Desde a primeira menstruação, é recomendável que a mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente, cuidando dessa forma da sua saúde. Essa atitude é essencial para prevenir doenças e também faz com que ela aprenda a se conhecer melhor, podendo identificar os primeiros sintomas quando alguma coisa estiver errada. Com o acompanhamento médico, é mais fácil identificar o câncer na fase inicial e não apenas em estágios avançados.


De acordo com o Dr. Fábio A. A. Muniz, especialista em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade São Cristóvão, apesar da maior incidência de câncer na mulher ser o de mama, todos os órgãos do aparelho reprodutor feminino podem desenvolver a doença e cada tem um tratamento específico indicado pelo médico especialista. “As principais características que definem a agressividade de um tumor, em geral, são o tamanho no momento do diagnóstico e a presença de metástases, que são focos a distância do tumor primário”, afirma.


Toda mulher pode desenvolver um câncer do sistema reprodutor ou da mama e algumas características podem sugerir um maior risco, sendo assim a consulta com seu ginecologista é a maneira mais adequada para se informar e definir estratégias de prevenção.

Saiba mais sobre cada tipo de câncer feminino


Câncer de Mama – Mulheres com histórico familiar de câncer de mama (mães e irmãs que foram acometidas antes dos 50 anos) apresentam maior chance de desenvolver a doença. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 35 anos, não ter tido filhos, excesso de peso e a ingestão de álcool (mesmo que em quantidade moderada) também são fatores de risco.
Em relação aos sintomas podem surgir alterações da pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspectos semelhantes à casca da laranja.

Secreção que mancha o soutien, de um lado apenas, também é um sinal de alerta. Quando palpável um nódulo (caroço) no seio, geralmente indolor, deve ser esclarecido sua origem. E estes podem ainda surgir na axila. Muitos casos não apresentam sintomas ou sinais e só aparecem na mamografia. Este é o principal exame para se detectar precocemente o câncer de mama. O tratamento deve ser individualizado para cada caso, podendo ser realizada cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia dependendo do estágio do câncer. É importante salientar que em situações de cirurgias mutiladoras pode se reconstruir a mama com técnicas de cirurgia plástica, permitindo um tratamento menos agressivo.

Câncer de Vulva – Os cânceres de vulva são tumores que se originam nas estruturas externas do trato reprodutor e acometem geralmente mulheres menopausadas. Podem ser visualizados e palpados como nódulos ou úlceras incomuns localizados próximos ou no orifício da vagina. Algumas vezes ocorrem placas descamativas ou alterações da cor.
Normalmente, o prurido é o primeiro sintoma, com seu aparecimento em 60% dos casos de câncer de vulva. O diagnóstico definitivo é feito por meio de biópsia e estudo histopatológico das amostras de tecido da lesão. Em geral, o tratamento é cirúrgico e radioterápico.

Câncer de ovário – Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário, além do histórico familiar. Ter tido câncer de mama, útero ou colorretal ou nunca ter engravidado também aumenta o risco de desenvolver a doença. A presença de cistos no ovário, bastante comum no dia a dia, não deve ser motivo para pânico. Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarréia ou cansaço constante. Outros sintomas, apesar de menos comuns, também podem surgir, como necessidade freqüente de urinar e sangramento vaginal. Diversas modalidades terapêuticas podem ser oferecidas como tratamento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia).


Câncer de colo de útero (cervical) – A idade média do diagnóstico é de 45 anos, mas a doença tem sido encontrada em mulheres de 20 a 30 anos. A infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV) tem papel importante no desenvolvimento do câncer do colo de útero. Importante salientar que atualmente já existe vacina para este vírus. Os principais fatores de risco estão relacionados ao início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. Deve-se evitar o tabagismo, pois está diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados.

Nas etapas iniciais do câncer de colo de útero (cervical) não há sintomas que começam a aparecer em fases mais avançadas do tumor. A ausência de sintomas faz com que a pessoa não suspeite da doença e retarde a visita ao médico. O exame de papanicolaou ainda é principal para prevenção deste tipo de câncer. Entre os tratamentos mais comuns estão a cirurgia e a radioterapia. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chances de cura.