sábado, 5 de maio de 2012

Mioma um tumor benigno - Qual o tratamento para mioma?

Um tipo de tumor benigno encontrado na parede ou no colo do útero atinge milhares de mulheres de maneira silenciosa e indolor: o mioma uterino. Este tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres entre 30 e 50 anos.

Segundo a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo “os sintomas, quando ocorrerem, dependerão do número, tamanho e localização dos miomas”.

O tumor não cancerígeno pode apresentar tamanhos variados, que pode ser semelhante ao um grão de feijão e chegar até o tamanho de uma bola de basquete. Nos casos mais raros e severos, a mulher pode aparentar uma “falsa gravidez”, por causa da dilatação do abdômen.

O mioma quando diagnosticado deve receber tratamento adequado para não influenciar negativamente na saúde da mulher. Para sanar as dúvidas que envolvem este tema, a ginecologista responde as principais dúvidas sobre o desenvolvimento do mioma.

1- O que é mioma? Quais os tipos?
O mioma é um tumor não cancerígeno no útero. Tumor é qualquer coisa que cresce em local anômalo e, portanto, os miomas podem ser chamados de tumores “benignos”. A genética e os hormônios estão entre as principais causas da disfunção. O problema pode ocorrer em diferentes partes do útero e causa diversos problemas para mulher. Os miomas se dividem em três grupos: os subserosos que permanecem do lado de fora do útero, os intramurais que estão localizados na musculatura do útero, e os submucosos que estão dentro da cavidade do útero.

2- Como eles se desenvolvem e manifestam? Quais os sintomas? Como diagnosticar?
A causa do aparecimento dos miomas é genética e o crescimento deles se dá, na grande maioria das vezes, por ação do estrógeno, hormônio produzido no ovário da mulher em idade reprodutiva. Os sintomas são cólicas fortes, menstruação prolongada ou sangramento irregular. Quanto ao diagnóstico, ele é realizado através de exames de imagem como o ultrassom e a ressonância magnética.
3- Quais os tratamentos mais indicados? Tudo dependerá do tamanho e localização do mioma. Mas, em geral, o tratamento é cirúrgico.

4- Em quais casos é recomendado o procedimento cirúrgico? Em casos de miomas submucosos (dentro do útero), sempre se recomenda a retirada do mioma por histeroscopia (uma cirurgia na qual colocamos uma câmera de vídeo por dentro do útero, sem cortes externos). No caso dos demais miomas (intra-murais e subserosos), a cirurgia estará reservada aos casos com muitos sintomas ou em miomas de grande volume.

5- Há tratamentos que “secam” o mioma? Como atuam sobre esse tumor?
As medicações que diminuem o tamanho do mioma podem ser usadas, mas sempre antes de um procedimento cirúrgico, para diminuir o nódulo e ajudar na cirurgia.
Além das medicações (que induzem a um estado semelhante a uma menopausa), outro tratamento é a embolização dos miomas, cujo um cateter é colocado até a artéria que irriga o mioma onde é realizada uma embolização daquele vaso, ou seja, é interrompido o fluxo de sangue para o mioma e com isso há redução do tumor, evitando a cirurgia em alguns casos. No entanto, este tratamento é indicado principalmente para mulheres com contra-indicações cirúrgicas ou que já tiveram filhos e não desejam mais ter filhos.

6- Toda mulher pode desenvolver mioma? Sim. Após os 50 anos de idade a chance de ter um mioma é de 50% entre as mulheres.

7- Independente do tipo de mioma, ele pode virar um câncer? A chance de virar um leiomiossarcoma (o tumor maligno) é de 0,3 a 0,5%.

8- Este tipo de tumor pode interferir na fertilidade? Pode, dependendo da localização. Nesses casos, quando forem submucosos ou intramurais de grande volume ou localizados perto das trompas, devem ser operados.

9- Há algum tratamento preventivo? O aparecimento dos miomas pode ter origem genética?
Infelizmente não existe nenhum tratamento preventivo. A transmissão é genética.

10- Quando e por que o mioma pode levar à retirada do útero?
Atualmente, somente se retira o útero em mulheres que já não pretendem mais ter filhos e com miomas de grande volume ou muito sintomáticos. Por exemplo, mulheres com úteros aumentados semelhantes a gestações de 5 meses para cima tem indicação para a retirada do útero.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por que os miomas provocam sangramento e diminuem a fertilidade


A relação entre mioma uterina e infertilidade sempre foi um assunto muito controverso. Devido os miomas serem os tumores mais freqüentes encontrados nas mulheres, os seus sintomas são muito variados e dependem não só do tamanho mas também do número e da sua localização em relação a cavidade uterina. 

Desta maneira, os miomas submucosos, devido estarem dentro da cavidade uterina, não só são os que mais aumentam o sangramento menstrual, mas também são os que têm o maior efeito adverso na fertilidade.

Já os miomas intramurais e subserosos, por outro lado, têm impactos variáveis sobre a fertilidade, que vão depender das modificações provocadas por estes na cavidade uterina. Entretanto, um estudo comparando o efeito dos diversos tipos de miomas sobre as taxas de implantação em pacientes submetidas à fertilização in vitro mostrou que os miomas subserosos não diminuíam as taxas de gravidez enquanto que tanto os miomas intramurais assim como os submucosos tinham um impacto negativo sobre estas. 

O efeito dos miomas intramurais era observado mesmo naqueles casos em que o tumor não deformava a cavidade uterina, o que tornava difícil explicar como estes tumores poderiam diminuir as taxas de implantação ovular.

  Várias hipóteses foram oferecidas para explicar o impacto negativo sobre a fertilidade causado pela presença dos miomas intramurais e submucosos. Entre estas podemos citar as alterações na vascularização do endométrio causadas pela liberação por parte do tumor de fatores angiogênicos, que aumentariam a proliferação vascular dificultando a gestação e provocando sangramento uterino anormal. De fato a vascularização do endométrio observada através da histeroscopia é tanto maior quanto mais próximo o mioma estiver da cavidade uterina.

Entretanto, ainda não se sabe se é o mioma que influência o endométrio ou se é este que é importante para o crescimento e os sintomas dos miomas. O impacto diferente que os miomas subserosos e submucosos têm sobre a fertilidade provavelmente reflete as importantes diferenças não só na sua fisiopatologia, mas também na dependência destes tumores aos hormônios estrogênicos. 

Por causa disto, o tratamento hormonal é mais eficaz no caso dos submucosos do que dos subserosos devido a maior quantidade de receptores para os hormônios estrogênios nestes. Da mesma maneira que com relação à fertilidade as alterações menstruais também são mais frequentes no caso dos miomas submucosos que dos subserosos e isto se deve a uma maior dependência destes aos hormônios estrogênios não só para o seu crescimento, mas também para o aparecimento dos sintomas. 

A frequente associação entre miomas submucosos e estrogênios sugere que os sintomas produzidos por estes, inclusive o impacto negativo sobre a fertilidade, podem ser conseqüência do hiperestrogenismo associado com esta patologia. Evidências recentes mostram que os miomas podem produzir estrogênios localmente no seu interior, e isto se deve a expressão da enzima aromatase nestes tumores.

Curiosamente o endométrio das pacientes com miomas também é capaz de expressar a enzima aromatse e, portanto produzir localmente estrogênios. Entretanto, esta expressão de aromatase só é observada no endométrio das pacientes com miomas submucosos ou intramurais com história de sangramento uterino anormal. 


Nas pacientes com miomas subserosos sem sintomas de sangramento uterino, a expressão de aromatase no endométrio foi negativa. Embora estes dados sejam apenas sugestivos de uma relação entre a expressão de aromatase no endométrio e a presença de sangramento uterino anormal, a expressão anômala desta enzima foi também detectada no endométrio de pacientes com outras patologias como os pólipos endometriais e a adenomiose cuja presença está associada a um aumento do sangramento uterino. 

Por sua vez existem evidências clínicas de que a produção local de estrogênios no útero é mais importante que os estrogênios circulantes para estimular o crescimento dos miomas. Esta produção local de estrogênios tem também um efeito negativo na fertilidade, pois estudos feitos em pacientes submetidas à fertilização in vitro, mostraram que as taxas de implantação ovular ficavam reduzidas à metade se o endométrio expressava a enzima aromatase. Estas observações entre expressão de aromatase e a redução da fertilidade podem explicar o impacto negativo dos miomas sobre as taxas de gravidez.

  É importante lembrar que os miomas submucosos e intramurais estão associados com a expressão de aromatase no endométrio enquanto que esta não se expressa no endométrio das pacientes com miomas subserosos. Desta maneira, a presença da enzima aromatase no endométrio das pacientes que têm miomas que estão associados com uma redução das taxas de gravidezes pode ser o mecanismo responsável não só pelo sangramento uterino anormal, mas também pela diminuição da fertilidade.

  Neste aspecto o uso de contraceptivos orais contendo gestodeno, dados de maneira contínua, pode ter um papel importante no controle dos sintomas ligados ao hiperestrogenismo associados ao mioma, já que o gestodeno é um inibidor da expressão da enzima aromatase no endométrio.


Fonte: Ginecologia Endócrina

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nem todo cisto ou mioma precisa de cirurgia


Cistos e miomas são palavras cada vez mais comuns no repertório feminino. Até as adolescentes já estão familiarizadas com os termos e nem se espantam quando ouve do médico um diagnóstico que aponta a presença desses carocinhos.

Mas, ao contrário do que muita gente pensa, um mioma não é um cisto que cresceu. Trata-se de duas estruturas diferentes, desde a composição até o lugar onde podem surgir, explica o mastologista Edison Mantovani Barbosa, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Enquanto o cisto aparece no ovário, o mioma surge no útero. E, acalme-se, nem todos eles precisam ser removidos com uma cirurgia. No caso do cisto, estamos falando de uma bolinha recheada de líquido e, em alguns casos, sangue , diz o médico. Ele surge devido à variação entre as taxas de dois hormônios produzidos no ovário: o estrógeno e a progesterona. Essa mesma oscilação pode determinar o fim ou o crescimento do cisto daí a exigência de acompanhamento do ginecologista depois do diagnóstico.


De acordo com o doutor Edison, só os cistos com mais de 5cm de diâmetro precisam ser removidos. A partir deste tamanho, são grandes os riscos de rompimento da membrana. Isso causaria muita dor, além de uma hemorragia naquelas situações em que houvesse sangue no interior do nódulo, afirma.

Já os miomas surgem em decorrência de um crescimento celular desregulado. Eles existem em três formas: para fora, na parede e para dentro do útero. Os dois últimos podem causar uma menstruação mais abundante, além de sangramento entre um ciclo e outro, diz Edison Mantovani.


A retirada dos miomas ocorre quando a perda de sangue está provocando anemia na mulher ou quando o crescimento dele dificulta a gravidez o que é mais raro, já que o problema tende a afetar mulheres em fase de
pré-menopausa, segundo o médico. O mioma também pode comprimir a bexiga, dificultando o armazenamento da urina e causando desconforto. À exceção dos casos em que a retirada do mioma implica também na do útero, a cirurgia e bem simples, diz o especialista. Depois da operação, não costumam surgir novos miomas.

Nódulos nas mamas
Você já deve ter ouvido alguma amiga se queixar de cistos na mama. Ela realmente poderia ter algum nódulo nesta região, mas nunca um cisto. Nesta região do corpo, podem aparecer fibroadenomas: eles são formados por uma estrutura fibrosa e tecido epitelial, explica o médico.

O problema não causa dor e é mais comum em adolescentes, surgindo por causa das variações hormonais. Em geral, esses nódulos não crescem mais de 1,5 cm e dispensam cirurgias de extração. O diagnóstico de um fibroadenoma é feito por punção com agulha, afirma o ginecologista Edison Mantovani. Caso haja o crescimento desses nódulos, precisamos realiza rum acompanhamento rigoroso. A preocupação existe para evitar o desenvolvimento de
câncer nas mamas.
Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sangramento Excessivo quais as causas



A maioria das mulheres já experimentou ou irá experimentar um episódio de sangramento excessivo durante a menstruação. Estes episódios são chamados pelos médicos de Menorragia ou Hipermenorréia.


O ciclo menstrual não é exatamente o mesmo em todas as mulheres. O fluxo menstrual costuma descer a cada 21-35 dias, dura cerca de 5 dias e produz uma perda total de sangue de 30-40 mL (cerca de 2-3 colheres de sopa). As regras podem ser regulares ou irregulares, leves ou intensas, dolorosas ou indolores, curtas ou prolongadas, e ainda assim serem consideradas normais.
O termo menorragia se refere à perda de mais de 80 mL de sangue durante todo o ciclo menstrual.

Quais os sintomas da Menorragia?
Os principais sinais e sintomas da menorragia incluem:

  • Fluxo menstrual suficiente para ensopar completamente um ou mais absorventes íntimos a cada hora por várias horas consecutivas.
  • Necessidade de utilizar absorventes duplos para controlar o fluxo menstrual.
  • Necessidade de trocar o absorvente durante a noite.
  • Fluxo menstrual com duração superior a 7 dias.
  • Presença de grandes coágulos de sangue no fluxo.
  • Fluxo menstrual intenso o suficiente para interferir com as atividades do dia a dia.
  • Dor constante na parte inferior do abdome durante a menstruação.
  • Sensação de cansaço, fadiga ou falta de fôlego (sintomas de anemia).

Quais as causas?
Em algumas mulheres, não é possível determinar a causa da menorragia. Entretanto, o problema pode ser causado por vários distúrbios diferentes, tais como:

  • Desequilíbrios hormonais (incluindo doenças da tireóide).
  • Miomas uterinos (tumores benignos que aparecem durante os anos férteis; podem atingir grandes volumes).
  • Pólipos uterinos (pequenos tumores benignos que aparecem durante os anos férteis; estão associados a altos níveis hormonais).
  • Disfunção ovariana (a falta de ovulação pode causa desequilíbrio hormonal, resultando em menorragia).
  • Adenomiose (mais comum em mulheres de meia idade que tiveram vários filhos).
  • Uso de Dispositivo Intra-Uterino (DIU).
  • Gravidez complicada (um sangramento intenso e isolado pode estar relacionado a um episódio de abordo espontâneo).
  • Câncer (raro).
  • Medicações (incluindo antiinflamatórios e anticoagulantes).
  • Outras causas: vários outros distúrbios podem causar menorragia, incluindo doença inflamatória pélvica, doenças da tireóide, endometriose, e problemas nos rins ou no fígado.
  •  

Quais os fatores de risco?
Qualquer mulher em idade fértil pode experimentar um episódio de menstruação excessiva. Mulheres jovens que ainda não estão ovulando regularmente possuem um risco especialmente maior para menorragia nos 12-18 meses após a primeira menstruação (menarca).


Mulheres mais velhas, que estão se aproximando da menopausa, também podem passar por períodos desequilíbrio hormonal com menorragia.

Quando procurar auxílio médico?
Todas as mulheres com menstruação excessiva devem realizar uma avaliação médica para avaliar a causa e a gravidade do sangramento.

Quais exames devem ser feitos?
Após realizar um exame clínico minucioso, seu médico poderá solicitar alguns testes, tais como exames de sangue, preventivo ginecológico, biópsia do endométrio e ultra-sonografia. Dependendo dos resultados destes exames ou da necessidade de excluir possíveis diagnósticos diferenciais, outros procedimentos poderão ser indicados (p.ex.: histeroscopia, dilatação, curetagem, etc).

Como a menorragia é tratada?
O tratamento específico da menorragia depende de vários fatores, incluindo o estado geral de saúde, a causa e a gravidade do problema, a tolerância a certos medicamentos e terapias, os efeitos do distúrbio sobre o estilo de vida e as preferências da própria pessoa que será tratada.


O tratamento medicamentoso da menorragia pode incluir o emprego de suplementos de ferro (para tratar a anemia), antiinflamatórios não-esteróides (ajudam a reduzir a perda sangüínea e as cólicas durante as menstruações), pílulas anticoncepcionais (regulam a ovulação e reduzem os episódios de menorragia) e progesterona (corrige o desequilíbrio hormonal e reduz a menorragia).


Se a menorragia estiver relacionada ao uso de suplementos hormonais, pode ser necessário modificar ou interromper o tratamento.
Nos casos em que o tratamento medicamentoso não surte efeito, podem-se indicar intervenções cirúrgicas, tais como dilatação e curetagem, histeroscopia, ablação endometrial por energia ultra-sônica ou até mesmo histerectomia (retirada cirúrgica de todo o útero). A histerectomia é um procedimento permanente que elimina a menstruação porém causa infertilidade.


Fonte: Mantecorp

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quimioembolização do figado ou embolização do câncer do figado



Câncer do figado
Muito gente não sabe, mas a técnica de embolização realizada nos moimas uterinos também vem sendo usada no tratamento de câncer do figado. A técnica ainda é muito pouco divulgada mas os resultados tem conseguido prolongar a vida de muitos pacientes com tumores no figado.

Os tumores de fígado têm como etiologias principais a cirrose causada por álcool ou a contaminação por Vírus B e C.


Quioembolização do Câncer de Fígado



O que é quimioembolização do figado?

Consiste no bloqueio da circulação que irriga o tumor associado a injeção de drogas quimioterápicas diretamente nas artérias que o nutrem.


Qual o objetivo da quimioembolização do figado?

Diminuindo-se o fluxo de oxigênio e nutrientes para o tumor, ocorre a sua necrose. A injeção de drogas quimioterápicas diretamente nos vasos que irrigam o tumor, aumentam as suas concentrações locais com menos efeitos colaterais sistêmicos. Maior tempo de ação dessas drogas localmente. Maior penetração das drogas no tumor.


Quando está indicado a quimioembolização?
  • Nos pacientes com tumores pequenos que estão aguardando o transplante.
  • Nos pacientes com tumores pequenos que tem indicação cirúrgica de ressecção, como pré-operatório.
  • Nos pacientes com tumores únicos maiores que 5 cm ou mais de 3 nódulos maiores que 3 cm.


Em tumores extensos que ocupem menos de 50% do volume do fígado.

Quais são as principais contra-indicações?

  • A presença de trombose de veia porta (responsável pela irrigação de 70% do fígado).
  • Essa trombose é diagnosticada pelo ultrassom com doppler, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia (cateterismo).
  • Presença de insuficiência hepática grave.
  • Presença de insuficiência renal.



Como é realizado este procedimento?

Este procedimento é realizado com anestesia local na região inguinal (virilha) associado a uma sedação leve em uma sala de hemodinâmica (cateterismo), acompanhado por um anestesista e monitorização contínua.

É realizado um pequeno corte de aproximadamente 3 mm na virilha seguido de punção da artéria femoral comum, com passagem de um introdutor (dispositivo colocado na artéria, através do qual são passados os catéteres).


Quais são as drogas mais utilizadas?

As drogas mais utilizadas são a Doxorrubicina, a Mitomicina e a Cisplatina ( sendo mais freqüente a utilização associada de Doxorrubicina e Mitomicina), misturadas com Lipiodol ( óleo etiodado que fica retido nos vasos que irrigam o tumor por semanas). Após as drogas, são injetadas pequenas partículas que existem no mercado de diversas formas, tamanho e material, podendo ser escolhidas conforme cada caso.



Quais são os efeitos colaterais?

Os principais efeitos colaterais são dor no lado direito do abdome (que é mais intensa nas primeiras 24 – 48 horas, podendo persistir em menor intensidade por aproximadamente 10 dias, controlada com analgésicos); discreta febre ( que dura aproximadamente 24-72 horas); náuseas e vômitos ( nas primeiras 24-48 horas) e perda de apetite ( nos primeiros 10 dias).


Qual é o tempo de internação?
Na grande maioria das vezes, a internação é de 24 horas.


Quais são as complicações que eu posso ter?

A complicação mais freqüente é a formação de hematoma no local de punção que desaparece normalmente, em 2 -3 semanas; pode ocorrer gastrite em consequência a injeção das drogas; insuficiência renal devido ao uso de contraste e da Cisplatina e descompensação cardíaca com uso de Doxurrubicina em pacientes cardiopatas.


Existe ainda o risco de infecção no local onde ocorre a necrose do tumor (abscesso), que na maioria das vezes é tratado com antibióticos, podendo haver necessidade de drenagem.
A complicação mais grave esperada é de necrose hepática (1%), ou seja, ocorre falta total ou parcial de fluxo sanguíneo no tumor e no fígado sem tumor, causando insuficiência hepática e óbito.



As drogas e as dosagens são escolhidas conforme cada caso.
O índice de complicações, em geral, é de aproximadamente 2%.



Quais são os resultados esperados?

O que esperamos é o controle da progressão do tumor ou a sua regressão parcial ou completa. Dessa forma o paciente pode aguardar o transplante, diminuir o tumor para a cirurgia de ressecção, ou quando não tem indicação de nenhum dois procedimentos anteriores, aumentar a sobrevida em 2-3 vezes em comparação com o tratamento clínico (medicamentos paliativos para sintomas).


Fonte: Dr. Henrique Elkis: http://www.henriqueelkis.com.br/quimioembolizacao-hepatica.asp 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Infecção por HPV no colo do útero

 


Quais são os sintomas do câncer do colo do útero?

Não apresenta sintomas até atingir nível mais avançado, a partir daí existe corrimento avermelhado com consistência aquosa e sangramento durante relação sexual.
 

Qual é a relação entre HPV e câncer do colo do útero?

O HPV é o responsável pelo câncer do colo do útero, podemos dizer que praticamente 100% dos cânceres do colo do útero contêm HPV .
 


Então se tenho HPV necessariamente irei desenvolver câncer do colo do útero?Isto não é verdade, a maioria da população sexualmente ativa (cerca de 75%) entra em contato com o
HPV e elimina espontaneamente o vírus do organismo sem mesmo desenvolver qualquer doença. Outros terão uma infecção transitória com duração média de 12 a 18 meses e menos de 1% corre o risco de ter câncer do colo do útero.


Além do HPV , são necessários outros co-fatores para, por exemplo, predisposição genética, fumo, alimentação inadequada e estresse. A infecção pelo HPV não se transforma em câncer do colo do útero de um dia para outro, por isso não existe motivo para desespero e angústia. 

Quando o HPV causa lesão no colo do útero, esta lesão passa por três etapas antes de se transformar em câncer. Os médicos costumam chamar estas etapas de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1, 2 e 3. O tratamento nestas etapas cura completamente a doença e impede a progressão para câncer, além de não interferir na capacidade de ter filhos da mulher.


Quais são os sintomas da infecção pelo HPV ou da NIC (neoplasia intra-epitelial cervical)?A infecção pelo HPV ou NIC geralmente não apresenta sintomas, algumas pessoas desenvolvem verrugas genitais e outras lesões na vulva, vagina, colo do útero e ânus que se não tratadas podem evoluir para câncer do colo do útero. Estas lesões são diagnosticadas pelo Papanicolaou e através de exames chamados colposcopia, vulvoscopia e anuscopia. 

Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?

O papilomavírus humano (
HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais. Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico). Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPV do grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável , mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).


Como posso prevenir o câncer do colo do útero?

Realizando Papanicolau e colposcopia regularmente. O Papanicolaou detecta a presença de lesões em até 80% das vezes que ela está presente. Se houver associação do Papanicolaou com a colposcopia a detecção da lesão ocorrerá em praticamente 100% das vezes.


O que é Papanicolaou?

Também chamado pelos médicos de esfregaço cérvico-vaginal. O colo do útero é raspado com uma espátula e o material coletado (células) é colocado em uma lâmina de vidro. Este material recebe uma preparação especial e é lido por um médico citologista.

O laudo citológico pode ser fornecido utilizando várias nomenclaturas, veja o significado:
ClassificaçãoInterpretaçãoOrientação
PapanicolaouSistema de Bethesda
Classe INegativo para células neoplásicas ou negativas para malignidadeNORMALRepetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico
Classe IIInflamatórioNORMAL, pode ter sido colhido na 2a fase do ciclo ou pode existir alguma inflamação tipo corrimentoRepetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico e tratar inflamação se necessário.
Atipia celular escamosaASCUSLeve suspeita de alteraçãoNecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Atipia celular glandularAGUS - células glandulares atípicasSuspeita de alteraçãoNecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia. Se a mulher não menstruar mais, é necessário investigação do revestimento de dentro do útero (endométrio).
Classe IIILSIL - lesão intra-epitelial de baixo grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IIIHSIL - lesão intra-epitelial de alto grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IVHSIL - lesão de alto grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe VSuspeita de câncerALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

O que é Colposcopia?
É um aparelho de aumento que permite identificar com precisão o local e a extensão da doença. Além de mostrar o local mais adequado para realizar a biópsia, permite guiar o tratamento através de cirurgia.


Qual é o melhor exame o Papanicolaou ou a Colposcopia?

Os dois exames são complementares, eles não competem entre si. O Papanicolau é um método de rastreamento, identifica a alteração, porém não diz onde ela está (em outras palavras, é como o telefone fixo que toca, mas não consegue identificar a chamada). A colposcopia é mais precisa, ela localiza a lesão (é como se fosse um bina de telefone, identificando o local da chamada).


O que são métodos de biologia molecular (captura híbrida, hibridização molecular)?

São métodos que pesquisam se existe material genético do HPV dentro das células do 
organismo humano. A positividade destes testes quer dizer que o organismo entrou em contato com o HPV , mas não consegue predizer quem irá desenvolver lesões. A captura híbrida é o teste mais utilizado na prática clínica e permite identificar dois grupos de vírus (de baixo e alto risco oncogênico) e a carga viral.


Existe tratamento para quem tem infecção pelo HPV, mas não tem lesões identificadas no Papanicolaou e na Colposcopia?

O médico apenas trata a doença causada pelo HPV como verrugas genitais e lesões na
vagina e colo do útero. A infecção pelo HPV diagnosticada por métodos de biologia molecular e sem lesões no Papanicolaou e Colposcopia, não precisa ser tratada e se chama infecção latente pelo HPV (em outras palavras poderíamos chamar que o vírus "adormece" dentro da célula não existindo replicação viral). Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado. Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 10 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo. Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.


Mesmo após realizar tratamento das lesões induzidas pelo HPV (verrugas genitais e lesões do colo, vagina e vulva), os testes de biologia molecular continuam positivos?
Mesmo após a "cura" das lesões que o médico tratou, os testes de biologia molecular (hibridização molecular e captura híbrida) ainda ficarão positivos até o organismo eliminar totalmente o vírus, o que demora de 8 a 24 meses. Por isso não adianta ficar ansiosa e realizar exames muito frequentes, recomendam-se exames semestrais/anuais para controle após cura da doença clínica (verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero).

Quem tem infecção pelo HPV pode engravidar?
A infecção genital por HPV por si só não contra-indica uma gravidez, se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo) o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. Se ocorrer a gravidez na presença destas lesões não existe maiores problemas, porém as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento.




Existe a possibilidade do HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais, mesmo nestes casos o risco de ocorrer este tipo de transmissão é baixo.


Quem tem infecção pelo HPV, verrugas genitais ou NIC, pode amamentar?
Para que ocorra a transmissão do
HPV são necessários o contato pele-a-pele e algum tipo de ferida para que o vírus penetre na pele (a situação ideal é a relação sexual, além do contato pele-a-pele, existe a fricção do pênis na vagina que acaba fazendo microtraumatismos - imperceptíveis a olho nu - que permitem a entrada do vírus na pele). Assim, se os seios da mãe não tem nenhuma lesão por HPV não existe nenhum risco de transmissão do HPV durante o aleitamento materno.


Quem tem neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) poderá preservar o útero e ter filhos no futuro? 
Hoje, existe uma técnica cirúrgica, chamada de cirurgia de alta frequência, que é realizada com ajuda do colposcópio e retira apenas a lesão, preservando o tecido do útero sadio. Assim, a capacidade de engravidar não fica comprometida.


Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1?
Tudo dependerá do tamanho da lesão identificada através da colposcopia. Alguns casos necessitarão cauterização, outros apenas controle semestral com citologia e colposcopia, e outra pequena cirurgia local.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 2 e 3?
Também depende do tamanho da lesão. A grande maioria das mulheres se beneficiará da técnica de cirurgia de alta frequência, onde se preserva o tecido sadio do útero, permitindo futuras gestações.


Existe alguma novidade no tratamento da NIC grau 2 e 3?
Os estudos continuam avançando, existem vacinas sendo testadas em cobaias animais. O tratamento mais moderno é cirurgia de alta frequência guiada pela colposcopia.


O que é ferida do colo do útero?
É um termo leigo, e não quer dizer realmente que existe uma ferida. É uma situação muito comum em mulheres jovens e após o parto, e está associada a picos hormonais. Os médicos chamam esta situação de ectopia. Alguns médicos recomendam cauterizar, outros apenas fazem controles. Se existir corrimento tipo clara de ovo ou corrimento de repetição é aconselhável realizar a cauterização.


O HPV pode causar câncer de boca?
A maioria dos casos de câncer de boca é causada pelo fumo e consumo de bebidas em grandes quantidades. Recentemente, pesquisadores americanos revelaram que alguns casos de câncer de boca podem estar relacionados ao HPV 16, o mesmo tipo que causa
 o câncer do colo do útero, sendo o vírus transmitido através do sexo oral.


Mas, as pessoas não devem entrar em pânico com esta descoberta, pois o câncer na boca é raro e ter realizado sexo oral com parceiro infectado pelo HPV não quer dizer que irá se desenvolver câncer. Para que isto ocorra devem existir vários fatores associados além da infecção pelo HPV , como fumo, consumo de bebidas alcoólicas e predisposição genética.
Fonte: Prevenção do Câncer

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quem tem mioma pode engravidar?


Miomas uterinos são massas benignas de tecido muscular que ocupam e distorcem o útero. Acomete cerca de 25% das mulheres no perí­odo reprodutivo e a maioria deles não requer tratamento.

Os sintomas mais freqüentes são dor abdominal e sangramento genital irregular. Entretanto, algumas pacientes podem evoluir com alteração na função reprodutiva manifestada, como perdas gestacionais de repetição, trabalho de parto prematuro, hemorragia pós-parto, descolamento de placenta e infertilidade.


É estimado que os miomas são responsáveis por infertilidade em apenas 2 a 3% dos casos. É importante avaliar o tamanho e a localização do mioma. O mioma que interfere na fertilidade geralmente é o de localização submucosa (dentro da cavidade).


O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, ou ainda pode se fazer apenas o acompanhamento com ultrassom.
A retirada dos miomas deve ser avaliada com cuidado, pois o pós-operatório pode provocar complicações como aderências, sinéquias intra-uterinas, histerectomia de urgência por hemorragia importante intra-operatória.

Fonte: Pró Criar